Filmes, novelas, programas de televisão, registros sonoros e documentos audiovisuais ajudam a contar quem fomos e a compreender quem somos hoje. Por isso, preservar esses materiais é também proteger parte da memória e da identidade brasileira.

Durante a formação do Brasil que conhecemos, a história precisou de diferentes plataformas pra ser contada por uma miríade de autores. Folhetins deram espaço para romances literários que ganharam o gosto popular, histórias antes traçadas por contos e livretos ganharam vida nas telas com filmes e novelas nacionais. A televisão ganhou espaço na sala de estar de muitos brasileiros como a maior fonte de informação e entretenimento durante décadas, a ponto de ser considerada um indicativo social de status durante os anos 70 ao início dos anos 2000.
Na última década, a relação do brasileiro com o mundo digital (celular, televisão e computador) vem aumentando cada vez mais, resultando em uma marca de impacto mundial: hoje, o Brasil se destaca como o segundo maior consumidor de telas em comparação aos outros países. Se levarmos em conta a expectativa de vida média do brasileiro, passamos dois terços de nossas vidas em frente às telas, com uma média semanal de 30 horas de consumo de streamings (filmes, seriados, música, podcasts…) e vídeos online. Esse comportamento de consumo não é algo novo, mas sim um resultado de toda transformação do mundo físico e analógico para um mundo digital.
Como parte desse movimento que digitaliza e preserva a história, a UNESCO junto ao Conselho Coordenador das Associações de Arquivos Audiovisuais (CCAAA) definiu em 2005 o dia 27 de outubro como o Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual. O intuito desse marco é não só homenagear todo processo de mantenimento e preservação das obras audiovisuais pelo mundo, mas também um alerta sobre o perigo da vulnerabilidade de toda história já contada caso não tomemos medidas que promovam a preservação desses materiais. Esse perigo não é algo isolado: ele afeta não só os filmes como também programas de TV, programas de rádio, telejornais, novelas e seriados.
Hoje, felizmente, conseguimos resgatar com certa facilidade o acesso a diversos materiais que antes eram declarados indisponíveis para a população. Junto a isso, o movimento de novas gerações tem buscado o resgate ao cinema e ao mundo analógico. Com isso, mostras de cinema, plataformas de streaming e festivais audiovisuais buscam a exibição e distribuição de diferentes obras que impactaram a história do Brasil, dentre elas:
A Cinemateca Brasileira possui o maior acervo audiovisual da América do Sul e está entre as maiores instituições do gênero no mundo. Sua coleção tem cerca de 40 mil títulos e mais de 1 milhão de documentos relativos à produção cinematográfica, preservando mais de 120 anos de história.
Tela Brasil é a plataforma do audiovisual brasileiro. Criada pelo Ministério da Cultura, a plataforma leva o audiovisual brasileiro a todos os públicos, de forma gratuita. O cadastro e login é feito diretamente pela plataforma do Governo do Brasil (gov.br)
A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo chega em sua 50ª edição. Esse ano, ela acontece de 15 a 29 de outubro, e durante duas semanas apresenta um apanhado do que o cinema contemporâneo mundial tem produzido, além de apresentar novas tendências, temáticas, narrativas e estéticas.
Globoplay Novelas é um canal de televisão por assinatura brasileiro pertencente à Globo. Foi lançado no dia 18 de maio de 2010 com o nome Canal Viva, com uma programação voltada ao resgate da memória televisiva da TV Globo, exibindo novelas, séries de humor, minisséries, programas de variedades e especiais.
O #tvstbtSBT chega para despertar a nostalgia de um público fiel à nossa programação. Os conteúdos, que prometem emocionar a todos, serão disponibilizados todas as quintas-feiras.
Série de programas produzidos pela Rádio MEC em comemoração aos 100 anos de rádio no Brasil
É importante sempre ressaltar que a preservação da história é a preservação de um povo. As histórias que já foram contadas nas telinhas e telonas no território brasileiro são apenas reflexo das vidas de diferentes classes sociais que passaram pelos períodos que formaram nossa nação. Desse modo, é essencial a existência de instituições que garantam a segurança cultural não só de nossas produções audiovisuais, mas consequentemente a narrativa nacional.