2026 até aqui: um semestre de mudanças, oportunidades e impacto

Nos últimos seis meses, o ambiente de investimento social privado, leis de incentivo, ESG e atuação das organizações da sociedade civil continuou avançando em um cenário marcado por mudanças regulatórias e tributárias, maior demanda por transparência e impacto mensurável, além de um ambiente econômico que exige cada vez mais estratégia na tomada de decisões.
Para quem atua no terceiro setor e na conexão entre empresas, projetos e causas, uma coisa ficou evidente: é preciso planejar, demonstrar resultados, comunicar com clareza e construir relações de longo prazo.
Um semestre de mudanças nas leis de incentivo
Entre os principais movimentos do período esteve a atualização das regras relacionadas às leis de incentivo.
Na área cultural, a nova Instrução Normativa MinC nº 29/2026 trouxe mudanças nos procedimentos e fluxos relacionados à apresentação, análise, execução e acompanhamento de projetos culturais no âmbito da Lei Rouanet, reforçando a necessidade de atenção técnica e atualização permanente por parte de proponentes e profissionais do setor. (Serviços e Informações do Brasil)
O primeiro trimestre também mostrou a força do mecanismo de incentivo à cultura: a Lei Rouanet registrou R$ 355,4 milhões em captação entre janeiro e março de 2026, o maior volume para o período desde a criação do mecanismo, segundo dados divulgados. (Brasil 61)
No esporte, o semestre também foi marcado por importantes atualizações. O Decreto nº 12.861/2026 regulamentou mudanças relacionadas às condições e limites para concessão, ampliação e prorrogação de incentivos fiscais ao esporte. Entre as alterações, está a previsão de ampliação do limite de dedução para pessoas jurídicas de 2% para 3% do imposto devido a partir do ano-calendário de 2028. (Planalto)
Outro tema que ganhou força no primeiro semestre foi o impacto da reforma tributária sobre os mecanismos estaduais e municipais de incentivo à cultura e ao esporte. Com a substituição gradual de tributos como ICMS e ISS pelo novo modelo de tributação sobre o consumo, surgiu uma preocupação importante para o terceiro setor: como garantir a continuidade de programas que utilizam justamente esses tributos como base para a destinação de recursos a projetos culturais e esportivos?
A questão mobilizou representantes do setor, organizações da sociedade civil, produtores culturais, entidades esportivas e parlamentares. Em junho, o Ministério da Cultura participou de uma mobilização no Congresso Nacional em apoio à tramitação da PEC 13/2026, que busca preservar os mecanismos de fomento indireto estaduais e municipais no contexto da reforma tributária. Em julho, também foi apresentada no Senado a PEC 14/2026, com proposta de manutenção dos programas locais de incentivo por meio de créditos do IBS.
Para o mercado, a discussão reforça a necessidade de acompanhar não apenas a aprovação e a execução de projetos, mas também as transformações estruturais que podem alterar o próprio ambiente de financiamento do terceiro setor. Para empresas patrocinadoras e organizações proponentes, a transição tributária poderá exigir planejamento, acompanhamento regulatório e capacidade de adaptação.
O investimento social privado caminha para decisões cada vez mais estratégicas
O primeiro semestre também reforçou uma tendência que já vinha ganhando força: o investimento social privado está cada vez mais conectado à estratégia das empresas.
A atuação social deixa de ser vista apenas como uma iniciativa isolada de responsabilidade social e passa a ser integrada a temas como relacionamento com comunidades, desenvolvimento territorial, reputação, sustentabilidade, engajamento de colaboradores e geração de valor compartilhado.
Nesse cenário, cresce a importância de investimentos capazes de responder a perguntas fundamentais:
- Qual problema social ou ambiental o projeto pretende enfrentar?
- Quem são as pessoas e comunidades impactadas?
- Como os resultados serão acompanhados?
- Qual é a relação entre o investimento e a estratégia da empresa?
- Como comunicar o impacto de forma responsável, transparente e relevante?
O movimento também exige uma relação mais madura entre empresas e organizações da sociedade civil. Mais do que buscar recursos, as instituições precisam apresentar projetos consistentes, com objetivos claros, capacidade de execução, indicadores e governança.
Do outro lado, as empresas precisam avançar de uma lógica de “apoio a projetos” para uma visão mais ampla de construção de impacto.
É justamente nesse espaço de conexão que consultorias e agências especializadas ganham relevância: traduzindo os objetivos das empresas em estratégias de investimento, identificando oportunidades, apoiando a gestão dos projetos e garantindo que impacto e comunicação caminhem juntos.
E como tudo isso impacta a NTZ?
Na NTZ, acompanhamos essas transformações diariamente.
O primeiro semestre de 2026 foi marcado por projetos, eventos, estratégias de comunicação, relacionamento com empresas, organizações sociais e produtores culturais, além de um trabalho constante de conexão entre recursos e impacto.
Entre janeiro e junho, a NTZ:
- Atendeu 26 clientes
- Trabalhou com 34 projetos aprovados em leis de incentivo
- Realizou e/ou esteve presente em 8 eventos esportivos e acompanhou 65 jogos
- Disparou 164 releases via assessoria de imprensa
- Desenvolveu 3600 peças de comunicação pela área de criação
- Promoveu 12 visitas e ações com os patrocinadores do esporte
Mais do que números, cada indicador representa uma frente de trabalho e uma história de impacto.
Um projeto aprovado representa uma oportunidade de transformação que pode sair do papel.
Um evento realizado representa pessoas mobilizadas, experiências construídas e comunidades envolvidas.
Uma matéria publicada representa uma causa, uma iniciativa ou uma história que ganhou visibilidade.
Cada peça criada representa uma estratégia de comunicação para aproximar projetos, empresas e públicos.
E cada projeto acompanhado reforça uma convicção que orienta o trabalho da NTZ: impacto precisa ser planejado, realizado, acompanhado e comunicado.
É nesse espaço que a NTZ escolhe atuar: conectando ideias, recursos, organizações, empresas e pessoas para transformar boas iniciativas em impacto real.